10 Benefícios da Pimenta – Para que serve e Propriedades

Considerada um dos melhores alimentos termogênicos do mundo, dentre os benefícios da pimenta se destaca a capacidade de acelerar a queima de gordura e facilitar a perda de peso. Mas não é só para isso que serve o fruto picante: a pimenta melhora o humor, combate radicais livres e ainda tem atuação bactericida, entre outros benefícios. Você saberá todos os detalhes neste artigo!

 

pimenta vermelha

Saiba mais sobre as propriedades daquela que é considerada uma das plantas mais antigas domesticadas pelo homem e o segundo condimento mais consumido em todo o planeta (só perdendo para o sal). Se você adora pimenta e a consome bastante, também vai gostar de saber se comer muita pimenta faz mal.

Veremos a seguir os principais nutrientes da pimenta, depois iremos entrar em detalhes sobre como a pimenta pode ser benéfica para sua saúde e ao final veremos os tipos de pimenta mais comuns e seus benefícios específicos.

Propriedades da pimenta

O ardor característico do fruto é causado pelo mesmo composto responsável pelos benefícios da pimenta, a capsaicina. De 0, 1 a 1% da massa total da pimenta vermelha é constituída pela substância que tem efeito termogênico e digestivo.

Além da capsaicina, a pimenta fresca é fonte das vitaminas A e C, e de flavonóides como o betacaroteno, luteína, zeaxantina e beta-criptoxantina.

Outros nutrientes da pimenta (porção de 100 gr crua):

  • Calorias: 40 kcal
  • Carboidratos: 8,8g
  • Proteínas: 1,9 g
  • Gordura: 0,4 g
  • Fibras: 1,5 g

Vitaminas do complexo B: Niacina, Piridoxina, Riboflavina e Tiamina, Potássio, Manganês, Magnésio e Ferro

Enquanto o potássio é um importante componente das células e dos fluidos corporais que ajudam a controlar a pressão arterial, o manganês é utilizado pelo corpo para sintetizar a enzima superóxido dismutase, um potente antioxidante natural.

Para que serve a Pimenta

A pimenta serve para estimular o metabolismo de maneira natural, prevenir doenças cardíacas e combater o câncer, combater o estresse oxidativo causado pelo excesso de radicais livres na circulação, controlar os níveis de colesterol e diminuir dores e inchaço nas articulações. Em uma recente pesquisa, pesquisadores mostraram que pessoas que comem comidas apimentadas regularmente vivem mais.

pimentas 1

Confira mais detalhadamente estes e outros benefícios da pimenta:

1- Perda de Peso

Uma revisão de 19 estudos científicos publicada em 2014 na revista especializada Appetite concluiu que o consumo diário de pimenta pode contribuir para o controle do peso. Esse é um dos benefícios da pimenta mais procurados e que inclusive já é usado em suplementos alimentares.

São basicamente quatro os motivos pelos quais a pimenta ajuda a emagrecer: aumento da temperatura corporal, controle do apetite, metabolismo das gorduras e ação anti-inflamatória dos antioxidantes.

Termogênese

A capsaicina é um dos melhores termogênicos naturais, pois eleva a temperatura corporal e obriga as células a recorrerem aos estoques de gordura para compensar o aumento do gasto energético.

Em um estudo desenvolvido na prestigiosa Purdue University dos Estados Unidos, pesquisadores dividiram 25 voluntários saudáveis e não-obesos em dois grupos. O primeiro foi formado por 13 participantes que afirmaram gostar de comida picante. No segundo grupo permaneceram os 12 voluntários restantes que não gostavam de pimenta.

Os primeiros voluntários receberam 1,8 g de pimenta diariamente para ser polvilhada sobre a comida, enquanto os que não gostavam do sabor picante receberam apenas 0,3 gramas para adicionar ao cardápio.

De maneira geral, ambos grupos apresentaram um aumento na temperatura corporal, efeito que acabou por acelerar o metabolismo dos participantes. Esse resultado apenas confirma o que centenas de outros estudos têm revelado: a pimenta estimula o metabolismo e promove e queima de gordura.

Mas, como veremos logo abaixo, os pesquisadores descobriram outro efeito inesperado da capsaicina.

Controle do apetite

Ainda no mesmo estudo, os participantes que não gostavam ou então não estavam acostumados a consumir pimenta regularmente apresentaram uma redução significativa do apetite – sobretudo por alimentos gordurosos e ricos em açúcar.

Já o grupo formado por quem habitualmente acrescentava pimenta à dieta não apresentou os mesmos resultados, o que levou os pesquisadores a concluírem que o consumo frequente de pimenta pode fazer com que o corpo se acostume ao seu efeito.

Por esse motivo, talvez seja interessante alternar a pimenta com outros termogênicos naturais, como o gengibre e o chá verde. Você pode pensar também em incluir na sua dieta outros alimentos que diminuem o apetite.

Gordura Marrom

Em outra pesquisa, cientistas da Universidade de Wyoming também nos Estados Unidos descobriram que a capsaicina pode estimular a perda de peso por meio de outro mecanismo distinto.

Através de estudos com ratos, foi possível observar que o principal composto ativo da pimenta induziu a “conversão” da gordura branca em gordura marrom.

Nosso corpo contém naturalmente os dois tipos de gordura, mas enquanto a branca acumula energia, a marrom é importante para a termogênese e estimula a diminuição das reservas de gordura.

A gordura marrom é também mais eficiente no controle das taxas de glicose e de insulina na circulação, dois efeitos que inibem o acúmulo de gordura e favorecem o controle do peso.

– Ação antioxidante

Os antioxidantes da pimenta auxiliam no controle dos radicais livres e das inflamações, o que por sua vez se traduz em um metabolismo acelerado e com menor propensão ao acúmulo de gordura.

2- Tem efeito analgésico

Novamente ela, a capsaicina. O princípio ativo da pimenta se liga aos receptores da dor, que nada mais são do que terminações nervosas responsáveis por “captar” todas as possíveis percepções de desconforto e dor.

Apesar da sensação de queimação, o efeito é uma diminuição na sensação de dor (quase como um amortecimento) e um relaxamento da musculatura local. Mas esse efeito pode ser o contrário ao desejado para quem sofre com gastrite ou refluxo.

Nestas situações, há indicação de que o consumo de pimenta pode piorar a dor causada pelo retorno do ácido gástrico em direção ao esôfago.

Por outro lado, sabe-se que a pimenta pode ajudar a controlar o crescimento da H.pylori, a bactéria que está associada a determinados tipos de úlceras estomacais.

3- É rica em vitaminas e minerais essenciais

A pimenta fresca contém uma série de vitaminas e minerais indispensáveis para a saúde e que devem ser obtidos através da alimentação. Confira alguns deles e suas funções metabólicas:

Vitamina C: o alto teor de vitamina C da pimenta torna o fruto um grande amigo do sistema imune e da saúde da pele.

Vitamina B6: assim como outras vitaminas do complexo B, a piridoxina atua no metabolismo energético e participada da produção de serotonina.

Vitamina K: indispensável para o processo de coagulação e para a saúde dos rins e ossos.

Cobre: necessário para o corpo apenas em pequenas quantidades, o mineral tem ação antioxidante e promove a saúde óssea e do sistema nervoso.

Potássio: desempenha uma série de funções no corpo, entre elas o balanço e distribuição de água, controle da pressão arterial e o relaxamento muscular.

4- Estimula a formação de colágeno

Não parece à primeira vista, mas a pimenta é de fato uma grande aliada da pele. O fruto é rico em vitamina C (100 gramas fornecem 240% da ingestão diária recomendada), um nutriente indispensável para a formação de colágeno.

Além de manter a firmeza da pele, o colágeno impede a formação de marcas de expressão e de rugas associadas ao envelhecimento precoce.

A vitamina C ainda minimiza os estragos causados pelos radicais livres formados pela exposição excessiva aos raios ultravioletas e à má alimentação. Esta mesma propriedade da pimenta também é devida à atuação do betacaroteno e de outros antioxidantes presentes (sobretudo) na pimenta fresca.

5- Combate o câncer

A pimenta atua na prevenção do câncer de próstata, de ovários e de mama, entre outros. Cientistas já sabem que existem determinados mecanismos que podem induzir as células tumorais a se “suicidarem” através da programação bioquímica de alguns processos moleculares.

Acredita-se que a capsaicina ajude a ativar esses processos, através de uma ligação à membrana de determinadas células. Quando as células cancerígenas “notam” essa ligação proteica, automaticamente se “suicidam”.

6- É fonte de inúmeros compostos bioativos

A capsaicina não é o único composto ativo responsável pelos benefícios da pimenta para a saúde. O condimento também contém:

Capsantina: principal carotenoide da pimenta, é também o responsável pela coloração avermelhada do fruto e seus benefícios antioxidantes, como a prevenção do câncer.

Luteína: também presente na couve e no espinafre, a luteína é mais abundante nas pimentas verdes. Seu consumo está associado à saúde dos olhos.

Violaxantina: principal carotenoide das pimentas amarelas, compõe até 68% do total de antioxidantes do fruto.

Ácido ferúlico: composto antioxidante que atua na prevenção de diversas doenças crônicas, como aquelas que afetam o sistema nervoso (Alzheimer, demência).

Ácido sinapínico: antioxidante com potencial antitumoral e anti-inflamatório.

7- Previne doenças cardíacas

Estudos desenvolvidos em países com grande consumo de pimenta (como o México e a Tailândia) têm demonstrado que pessoas habituadas a consumir o fruto diariamente apresentam uma incidência menor de doenças relacionadas à coagulação do sangue.

Esse efeito, combinado com a ação da capsaicina sobre as inflamações, a circulação e os níveis de colesterol, tornam a pimenta uma boa adição para a dieta de quem está preocupado com a saúde do coração.

8- Controla a liberação de insulina

Em um estudo desenvolvido na Universidade da Tasmânia e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, pesquisadores observaram que a pimenta vermelha pode reduzir em até 60% a liberação de insulina na circulação logo após uma refeição.

Como a insulina promove o acúmulo de gordura, um melhor controle do hormônio se traduz em menos gordura estocada na forma dos indesejados pneuzinhos.

9- Melhora o humor

Na próxima vez que estiver de mau humor ou muito estressado, experimente trocar o doce por um pouco de pimenta. Além de ser menos calórico, o fruto ainda estimula a produção de serotonina no cérebro.

E já se sabe que níveis muito baixos do neurotransmissor estão associados à depressão e a uma maior vontade de comer alimentos pouco saudáveis, como carboidratos refinados e frituras.

10- Tem ação anti-inflamatória e antibacteriana

Ainda em fase preliminar, alguns estudos parecem indicar que a pimenta possui efeito anti-inflamatório, possivelmente devido à atuação da capsaicina, que ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

Já o efeito bactericida da pimenta tem sido comprovado repetidamente através de diversos estudos elaborados nas últimas décadas. Em um deles, publicado no Journal of Ethnopharmacology, pesquisadores descobriram que a pimenta é capaz de eliminar cinco diferentes tipos de bactérias.

Como usar

Para algumas pessoas, o consumo excessivo de pimenta pode causar irritação nos órgãos digestivos, levando até mesmo a uma piora do quadro de gastrite. Se você é uma delas, evite acrescentar pimenta às suas receitas.

Já quem não tem histórico de sensibilidade ao fruto pode começar aos poucos a acrescentar pequenas porções de pimenta aos pratos de sua preferência (sopas, saladas, cozidos, assados etc.). Dê preferência à pimenta vermelha, que é mais nutritiva que os demais tipos.

Outra dica é evitar molhos prontos industrializados, que além de conterem uma série de aditivos químicos ainda possuem uma baixa concentração dos compostos ativos da pimenta. Opte pela pimenta fresca ou pelo molho feito em casa, sem adição de sal.

E por último, lembre-se de que a pimenta não emagrece, sendo apenas uma catalisadora do processo de perda de peso. Ou seja: combine a pimenta com mudanças nos hábitos alimentares, para assim emagrecer sem correr o risco de engordar novamente e sofrer com o indesejado efeito sanfona.

 

Tipos de Pimentas

Nativa das Américas, a pimenta ganhou o mundo após ser descoberta por Cristóvão Colombo, sendo hoje encontrada na forma de dezenas de espécies diferentes.

Mostraremos a seguir alguns dos principais tipos de pimenta e você poderá conhecer os benefícios específicos de cada.

Confira algumas das variedades mais conhecidas:

– Jalapenhos

Bastante popular no México e em algumas regiões dos Estados Unidos, a pimenta jalapeño pode ser consumida fresca, em molhos ou desidratada, tendo um grau de ardência moderado.

jalapeno

Após ser desidratada e defumada, a pimenta jalapeño passa a ser conhecida como chipotle (este por sua vez o nome de uma popular rede de restaurantes de comida mexicana nos EUA).

– Malagueta

Ainda mais picante que a pimenta dedo de moça, a malagueta é bastante utilizada na culinária do nordeste do país, em pratos como o acarajé e a feijoada.

malagueta

Dedo de Moça

Também conhecida como pimenta vermelha, a dedo de moça é um pouco mais suave que a pimenta malagueta, mas certamente mais ardida que a jalapenho. Saborosa, pode ser utilizada na forma liquida, fresca, desidratada (quando em flocos recebe o nome de pimenta calabresa) ou em conserva.

dedodemoca

Chili

Originária do México, a pimenta chili é extremamente picante e pode ser encontrada nas cores vermelho, amarelo, verde ou laranja.

chili-pimenta

Versátil, pode ser utilizada para as mais diversas receitas, como molhos, carnes, aves e sopas.

Pimenta de Cheiro

Com teor de ardência variado, a pimenta do cheiro é bastante aromática e pode ser utilizada em saladas, peixes e carnes em geral.

Pimenta_Cheiro

Onipresente na culinária nordestina, a pimenta do cheiro é parte fundamental de pratos como o tradicional bobó de camarão.

E aí, se animou para comer mais pimenta na sua dieta?

 

Leia mais https://www.mundoboaforma.com.br/10-beneficios-da-pimenta-para-que-serve-e-propriedades/#Q3wZOVUCYcrvHUIe.99

 

 

Autor: Seu Prato Saudável

Um blog sobre alimentação, equilibrio e bem viver! Aqui você vai encontrar nossa experiência pessoal com receitas, lugares onde comer de forma saudável, novidades e guias de alimentação escritos por especialistas.

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